Na última semana, a Valve chamou atenção ao revelar uma nova versão da Steam Machine, que volta ao mercado anos após o último modelo. A proposta permanece: entregar um PC gamer pronto para uso, mas com uma experiência semelhante à de um console. A empresa atualizou o design, elevou significativamente as especificações e aproveitou a expertise adquirida com o sucesso do Steam Deck, o que aumentou o interesse de jogadores que preferem evitar a montagem de um computador e buscam praticidade.
Prevista para chegar no início de 2026, a Steam Machine ainda não teve seu preço oficial divulgado. E justamente esse ponto acabou se tornando o principal tema de debate desde o anúncio: será que a Valve pretende competir diretamente com consoles, oferecendo um valor próximo aos US$ 500? Ao que tudo indica, a resposta é negativa.
Em conversa com o canal Skill Up, no YouTube, o engenheiro da Valve Pierre-Loup Griffais comentou sobre o desenvolvimento da máquina e qual público a empresa pretende atingir. Ele deixou claro que a Valve não pretende subsidiar o preço da Steam Machine, diferentemente do que Microsoft e Sony fazem com Xbox e PlayStation. Essa decisão já dá uma boa pista sobre o valor final do produto.
Segundo ele, o preço estará alinhado ao mercado atual de PCs. A intenção é entregar um equipamento com excelente custo-benefício considerando o desempenho oferecido, além de recursos difíceis de alcançar em um PC montado por peças separadas — como o tamanho compacto, o baixíssimo nível de ruído e funcionalidades de integração, incluindo HDMI CEC, melhorias em Bluetooth e Wi-Fi, quatro antenas e um design pensado para um ótimo uso com múltiplos controles Bluetooth.
Com a ausência de subsídios e o cenário de constantes aumentos no valor de chipsets e memórias — situação que pode até tirar Nvidia e AMD do segmento de entrada —, a expectativa é que a Steam Machine chegue custando acima dos US$ 800 (aproximadamente R$ 4.322 em conversão direta) em sua versão mais simples.
Mesmo assim, o preço continuaria competitivo para quem busca um PC gamer pronto para uso, considerando que apenas uma placa de vídeo intermediária pode facilmente ultrapassar US$ 500. Por outro lado, esse valor afasta a ideia de que a Steam Machine teria como objetivo substituir consoles, direcionando o produto a um público que deseja um computador potente para jogar, mas sem a necessidade de montar tudo manualmente.
Ainda há a possibilidade de que a Valve ofereça promoções ao longo do tempo para reduzir o custo, aproximando a Steam Machine de produtos como o PS5 Pro, que também tem preço sugerido de US$ 800. Combinada às promoções de jogos na Steam, aos acessórios oficiais como o Steam Controller e o headset Steam Frame Virtual Reality, além do SteamOS, a máquina pode se tornar uma opção bem atraente para jogadores casuais.
O que resta saber é se o produto será lançado oficialmente no Brasil ou se, assim como o Steam Deck e outros dispositivos da Valve, os interessados terão que recorrer à importação.
A entrevista completa com Pierre-Loup Griffais pode ser assistida abaixo, em inglês.
