SILENT HILL SEM FRONTEIRAS: Produtor da Konami Quer Levar a Franquia para a América do Sul ou Central

 Motoi Okamoto, produtor da série, explora a ideia de um novo jogo baseado no folclore e no realismo mágico da região, mas admite o desafio de encontrar um estúdio local adequado para o desenvolvimento.



O sucesso de Silent Hill f, que transportou os jogadores para o Japão dos anos 1960, abriu caminho para a franquia explorar novos cenários globais. Em entrevista à Inverse, o produtor da Konami, Motoi Okamoto, revelou que está considerando a América Central ou do Sul como possível local para um futuro jogo da série.

Okamoto citou o interesse em explorar crenças locais e xamânicas da região, além da rica tradição do realismo mágico na literatura, mencionando autores como Gabriel García Márquez e Mariana Enríquez. Ele também sugeriu que contextos políticos históricos da região, como governos militares e golpes, poderiam fornecer um pano de fundo útil para uma narrativa de terror.

No entanto, o produtor apontou um obstáculo significativo: a falta de um estúdio de desenvolvimento local em quem confiar para um projeto de tal magnitude. "A América Central e do Sul não têm muitos estúdios de desenvolvimento de videogames proeminentes capazes de lidar com um IP como Silent Hill", disse Okamoto. "Portanto, embora tenham muitos filmes, livros e contos interessantes, como traduziríamos isso em jogos é algo que ainda temos que explorar."

A reportagem menciona que, apesar da cena de desenvolvimento na região ser menos conhecida globalmente, estúdios como o chileno Ace Team (Zeno ClashThe Eternal Cylinder) e o também chileno Dual Effect (Tormented Souls) possuem experiência em criar atmosferas únicas e criaturas sobrenaturais que poderiam se alinhar com o espírito de Silent Hill.

Enquanto essa exploração global continua, o próximo título confirmado da série, Silent Hill: Townfall, está em desenvolvimento na Escócia pelo estúdio Screen Burn (ex-No Code), conhecido por títulos como Observation.

E Você, o Que Acha?

  1. A ideia de ambientar um Silent Hill em uma cultura com um folclore rico como o da América Latina parece promissora, mas as declarações do produtor sobre "machismo" e governos militares soaram genéricas. Você acredita que uma abordagem autêntica e respeitosa seria possível, ou há um risco real de representação cultural superficial?

  2. Diante da dificuldade apontada em encontrar um estúdio local, a Konami deveria arriscar e investir no desenvolvimento de talentos da região, ou é mais seguro continuar trabalhando com estúdios estabelecidos no Japão, Europa ou América do Norte, mesmo que isso possa distanciar o jogo da autenticidade cultural almejada?

Fontes
Entrevista de Motoi Okamoto à Inverse

Tags
Silent Hill, Konami, Motoi Okamoto, América do Sul, América Central, realismo mágico, folclore, horror, desenvolvimento de jogos, Ace Team, Dual Effect, representação cultural

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