Startup "Operação Bluebird" Movimenta USPTO para Reativar a Marca e o Logotipo do "Twitter"

 Grupo de advogados argumenta que Elon Musk abandonou formalmente uma das marcas mais reconhecidas da tecnologia, abrindo caminho para um novo "Twitter.new".


Uma startup da Virgínia, chamada "Operação Bluebird" (Operation Bluebird), entrou com uma petição formal junto ao Escritório de Marcas e Patentes dos EUA (USPTO) para cancelar as marcas registradas das palavras "Twitter" e "tweet", atualmente detidas pela X Corp. de Elon Musk. O grupo, liderado por especialistas em propriedade intelectual, alega que a empresa abandonou formalmente uma das marcas mais icônicas da tecnologia, abrindo uma rara janela legal para seu ressurgimento.

A Estratégia Legal: O Argumento do "Abandono"

A petição, detalhada em primeira mão pela Ars Technica, sustenta que:

  • "As marcas TWITTER e TWEET foram erradicadas dos produtos, serviços e marketing da X Corp."

  • "O pássaro do TWITTER foi aterrissado", com a empresa demonstrando "nenhuma intenção de retomar o uso da marca".

  • A mudança completa para "X", acompanhada pela declaração pública de Musk em julho de 2023 ("nos despediremos da marca twitter e, gradualmente, de todos os pássaros"), constitui um abandono legal das marcas anteriores.

O Plano: Relançar um "Twitter" com Foco em Marcas

Se bem-sucedida, a Operação Bluebird planeja:

  • Lançar uma rede social chamada Twitter.new.

  • Oferecer uma plataforma focada em ferramentas de moderação robustas para atrair marcas comerciais que se retiraram do X.

  • Recriar a "praça pública" e a magia da interação que definiram o Twitter original.

  • Possivelmente lançar ainda em final de 2026.

Os Idealizadores: Uma Equipe com Conhecimento de Causa

  • Michael Peroff: Advogado de Illinois especializado em marcas e propriedade intelectual, que identificou a oportunidade legal.

  • Stephen Coates: Ex-conselheiro-geral do próprio Twitter, que se juntou ao projeto para "recriar parte da magia que o Twitter já teve".

A Reação do Mercado e a Janela de Oportunidade

Os líderes da Bluebird argumentam que, apesar do surgimento de alternativas como Threads, Mastodon e Bluesky, nenhuma alcançou a escala ou o reconhecimento de marca do Twitter pré-Musk. Eles enxergam uma demanda não atendida, especialmente por parte de corporações e anunciantes que deixaram o X devido a preocupações com conteúdo extremista e falta de moderação.

"As marcas estão presas no X porque não têm outro lugar para ir", disse Peroff, destacando que 26% dos anunciantes planejavam abandonar a plataforma, segundo pesquisa da Kantar (set/2024).

Especialistas em Marcas: Uma Batalha Judicial Possível

  • Mark Lemley (Stanford Law): A X Corp. poderia se defender mostrando que ainda usa as marcas ou planeja retomá-las. "O mero 'uso simbólico' não será suficiente para reservar a marca... Mas é isso que a lei diz".

  • Mark Jaffe (Advogado de PI, não envolvido): "Uma vez que [o nome] não é mais proeminente no site e o dono, o CEO, diz que agora se chama isso e não aquilo... não sei como você vence um argumento de abandono".

O Próximo Capítulo

A X Corp. não respondeu imediatamente ao pedido de comentário da Ars Technica. O caso agora segue para análise do USPTO, prometendo um dos capítulos mais incomuns na história das marcas de tecnologia.

E Você, o Que Acha?
A "Operação Bluebird" tem uma chance real de recuperar legalmente a marca "Twitter", ou é uma manobra jurídica com poucas chances contra os recursos de Musk? Você se inscreveria em um "Twitter.new" focado em moderação e anunciantes? Deixe sua opinião nos comentários!


Fontes Consultadas:

  • Ars Technica: Reportagem exclusiva com os detalhes da petição, entrevistas com os fundadores e análise jurídica.

  • Documentos do USPTO: Petição de cancelamento e aplicação de marca da Operation Bluebird.


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