De Demon’s Souls ao fenômeno Elden Ring: desenvolvedores revelam os segredos por trás da fórmula que viciou uma geração no desafio extremo.
Houve um tempo em que os jogos de ação focavam quase exclusivamente na narrativa cinematográfica, tratando a vitória do jogador como uma mera formalidade. No entanto, em 2009, um título obscuro vindo do Japão mudou tudo. Demon’s Souls não apenas resgatou a dificuldade punitiva dos jogos de arcade, como também estabeleceu as bases para o que hoje conhecemos como o gênero Soulslike. O que começou como uma aposta arriscada da FromSoftware transformou-se em uma força cultural que moldou a década de 2010 e continua a ditar as regras em 2025.
Desenvolvedores veteranos explicam que a "alma" de um Soulslike não está apenas em fazer o jogador morrer repetidamente, mas sim na recompensa psicológica da superação. Enquanto os grandes blockbusters do passado seguravam a mão do usuário, títulos como Dark Souls e, mais recentemente, Elden Ring, trataram o jogador com respeito através da exigência de precisão e paciência. Essa evolução forçou toda a indústria a se adaptar; hoje, elementos de "Souls" — como a perda de recursos ao morrer ou o combate baseado em padrões de ataque — estão presentes até em franquias que antes eram consideradas "leves", como Star Wars Jedi.
A matéria explora como o gênero evoluiu para além da simples cópia. Atualmente, vemos uma explosão de subgêneros que misturam a fórmula Souls com outras mecânicas: do combate frenético de Sekiro à estética sombria de Lies of P. Os criadores afirmam que o mercado atingiu um ponto de maturação onde o desafio não é mais visto como uma barreira, mas como o principal atrativo. Para os desenvolvedores, o Soulslike resolveu o "problema do tédio" em jogos de ação modernos, devolvendo ao jogador o sentimento genuíno de conquista que parecia ter se perdido na era dos tutoriais intermináveis.
Contudo, essa dominação também traz debates. Estaria a indústria negligenciando jogadores casuais em busca de um público "hardcore"? Ou será que o sucesso desses jogos prova que o público sempre quis ser desafiado, mas as grandes empresas tinham medo de arriscar? O fato é que, dezesseis anos após o nascimento do gênero, o "Soulslike" não é mais apenas um estilo de jogo — é a espinha dorsal da ação moderna.
E Você, o Que Acha?: Você prefere jogos que priorizam a história e a acessibilidade ou acredita que a sensação de vitória após derrotar um chefe impossível é a melhor experiência que um videogame pode oferecer? O gênero Soulslike já saturou ou ainda tem muito para evoluir?
Fontes: Game Informer / FromSoftware Archive
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