AMIZADE PERIGOSA? Instinto social das lagostas está a transformá-las em presas fáceis

 Subtítulo: Estudo revela que a procura por companhia, essencial para a sobrevivência da espécie, tornou-se uma "armadilha ecológica" nos oceanos modernos.


As lagostas, muitas vezes vistas como criaturas solitárias, são na verdade animais profundamente sociais que dependem uns dos outros para proteção. No entanto, de acordo com uma investigação detalhada pela Ars Technica, este comportamento gregário está a tornar-se a sua maior fraqueza. Cientistas marinhos descobriram que as lagostas estão a cair no que chamam de "armadilha ecológica": os seus sinais químicos e instintos de procura por parceiros estão a levá-las diretamente para zonas de pesca intensiva e áreas degradadas.

Historicamente, uma lagosta procura o abrigo onde já se encontram outras da mesma espécie, partilhando tocas para se defenderem de predadores. O problema é que as armadilhas de pesca modernas utilizam iscos que mimetizam ou amplificam estas pistas sociais. Ao tentarem "fazer amigos" ou encontrar segurança no grupo, as lagostas acabam amontoadas em gaiolas de metal. O estudo indica que o cheiro de um grupo de lagostas é agora um sinal de perigo, mas a evolução do animal ainda não conseguiu acompanhar a rapidez das mudanças tecnológicas da pesca humana.

Além da pesca, as alterações na temperatura dos oceanos estão a baralhar os sensores químicos destes crustáceos. Em águas mais quentes, as substâncias que as lagostas libertam para comunicar degradam-se de forma diferente, fazendo com que grupos se reúnam em locais onde o oxigénio é escasso ou onde a poluição é mais alta. Em vez de encontrarem segurança no número, estão a encontrar ambientes hostis que comprometem a sua reprodução e saúde.

Esta descoberta é crucial para a gestão das pescas e para a conservação marinha. Se a sociabilidade da lagosta é o que a está a matar, as estratégias de proteção precisam de mudar. Os investigadores sugerem que é necessário redesenhar as áreas de exclusão de pesca para proteger não apenas os indivíduos, mas os "centros sociais" onde estas criaturas comunicam, garantindo que o seu instinto de sobrevivência não continue a ser a sua sentença de morte.

E Você, o Que Acha?: Já sabia que as lagostas eram animais tão sociais? Acredita que a tecnologia de pesca deve ser limitada para não explorar os instintos naturais dos animais de forma tão direta?

Fontes: Ars Technica / Journal of Animal Ecology / Marine Biology News

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