Relatórios revelam como a navegação visual está a ser substituída por trocas de dados invisíveis entre agentes de inteligência artificial.
Durante décadas, a World Wide Web foi construída para o olho humano: interfaces gráficas, botões coloridos, textos legíveis e vídeos apelativos. No entanto, segundo um novo estudo interativo da The Economist, essa era está a chegar ao fim. A próxima evolução da rede, apelidada por alguns de "Web dos Agentes", está a ser otimizada para ser lida e processada por máquinas, e não por pessoas.
A mudança é impulsionada pela ascensão dos agentes de IA. Em vez de um utilizador abrir um navegador para comparar preços de voos ou ler notícias, o seu assistente pessoal de IA fará isso de forma invisível. Para que isso funcione com eficiência, os websites estão a começar a priorizar APIs (interfaces de programação) e formatos de dados estruturados que os bots podem consumir em milissegundos, ignorando completamente o design visual que tanto nos esforçamos para criar.
Esta transição tem implicações profundas na economia da atenção. Se os humanos deixarem de clicar em links e de ver anúncios, o modelo de negócio atual da internet — baseado em visualizações de página e publicidade — entra em colapso. A The Economist sugere que caminhamos para uma web onde o "conteúdo" será apenas matéria-prima para alimentar modelos de linguagem, e onde a experiência de navegação será substituída por respostas prontas entregues por intermediários digitais.
Por outro lado, esta "Web para Máquinas" promete uma eficiência sem precedentes. A internet tornar-se-á uma camada logística invisível, capaz de resolver tarefas complexas de forma autónoma. O desafio será manter a transparência: num mundo onde a rede é desenhada para algoritmos conversarem entre si, como é que os humanos poderão verificar a origem da informação ou garantir que não estão a ser manipulados por processos que já não conseguem ver ou compreender?
E Você, o Que Acha?: Consegue imaginar-se a deixar de navegar na internet para confiar totalmente num agente de IA para fazer tudo por si? O que será dos criadores de conteúdo num mundo onde apenas as máquinas leem o que é publicado?
Fontes: The Economist / Wired / Gartner / W3C
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